Estes loucos que correm.



Muito feliz em estar voltando aos treinos e a vida "corridística". Este vídeo da Valéria Leal diz tudo.

Em breve



Depois de altos e baixos. Sins e nãos.

Em breve: 

O retorno da mula manca.


Liberdade condicional.

Me sinto como os escravos de ganho que tem apenas uma certa liberdade. Ou ainda como os presos que podem sair da penitenciária para trabalhar durante o dia. Na última sexta- feira minha "liberdade condicional"  foi expedida. Após quase cinco meses sem correr ela enfim foi autorizada.
Fui  ao médico que cuida da Dayane dos Santos e ele disse que a condromalacia dos joelhos é um mero defeito de fabricação e que as corridas não são responsáveis por isso.
Explicou também que as fraturas por estres em nada tem haver com meu cálcio que está bem deficitário e sim com os treinos. Treinos estes que para muitos podem não ser nada, mas que para meu corpo podem ser demais.
Após uma hora de consulta ele receitou dois meses de anti-inflamatório e me encaminhou para uma fisiologista. Pois para ele se eu quiser correr com saúde tenho que investigar Ele disse que tenho que investigar e respeitar os limites do meu corpo.
E quais são eles? Isso que dirá será a fisiologista.

Então eu posso correr, mas ainda não! rsrsrsrsrs

Bicicleta enferrujada

Sem pedalar desde a prova de Morretes, resolvi dar uma volta pela na city da mamis, Itapoá que fica no litoral de Santa Catarina. Ao sair vejo que o pneu esta meio vazio e descubro que esqueci a bomba. O jeito foi parar no posto e usar o calibrador deles. Objeto que só conhecia de vista pois nunca calibrei os pneus do carro. Ao chegar ao lado do dito cujo, observo uma criatura se desdobrando para utilizá-lo. Pois cada vez que ele largava a mangueira ela escapava do bico e vazava mais ar do que entrava. Resolvi ajudar o rapaz e passei a observar a bike do cristão, que estava coberta de ferrugem com os pneus completamente vazios e partidos por conta do tempo que se passou e pela maresia.Talvez por vergonha o rapaz quis se justificar e veio explicar que a pobrezinha estava parada desde novembro. Aí passei a observar ainda o estado deplorável da bicicleta e pensei: vai quebrar na próxima quadra. O rapaz foi embora sem oferecer a mesma ajuda, me deixou lá pensando em mim e me batendo com o calibrador. Pensamentos mil povoaram minha mente. Passei a me ver nela, que assim como eu estava sem rodar desde novembro. Me senti completamente enferrujada e pensado se quando eu voltar não quebrarei na próxima quadra. Pedalei maravilhosos 31km com uma coisa martelado na cabeça sem parar:
Será que virei uma bicicleta enferrujada?

Quem não tem cão...

Estou bem deste jeito.
Fazendo algo por não poder fazer o que amo.
Pedalar não foi minha primeira opção de esporte mas hoje tem sido uma divertida saída para a proibição às  corridas.
Não vou dizer que não gosto, mas o que realmente me deixa feliz é correr. No entanto tenho descoberto que pedalar pode proporcionar emoções diferentes.
No último domingo dia 26/02  fiz minha primeira prova de MTB em Morretes. Como não sou menina de ter medo e desafios me deixam muito mais feliz, resolvi estrear nesta modalidade esportiva não fazendo os 28km para iniciantes e sim me inscrevendo nos 44km para estreantes. Nunca havia feito tal distância o máximo até então foram aqueles 38km em janeiro na praia em que praticamente era plano.
Para quem não conhece Morretes, aquilo é um caldeirão de quente e sem vento. Um buraco mesmo!
Parte do trajeto eu conhecia por ter feito ano passado em uma corrida. Então eu já sabia que não seria fácil. O que eu não imaginava é que seria extremamente difícil.
Não suficiente o número de subidas o calor veio para castigar  e superou- se. Mesmo com filtro solar eu sentia a pele queimar, tive que me desfazer do isotônico e por água na garrafa para ir molhando o rosto. Sem contar que ainda sem preparo suficiente em muitas subidas tive que empurrar a bicicleta. Meu conforto é que muitos fizeram as tais subidas da mesma forma que eu. Problema mesmo é que ainda sou nova nesta modalidade e insegura nas descidas mais íngremes.Onde muitos aproveitam para ganhar tempo, eu perdia mais que nas subidas.
Ainda assim fui agraciada com o quinto lugar na categoria feminino estreantes. Ta certo que eramos em seis e como eu havia brincado com minhas amigas eu consegui deixar ao menos uma para trás . . . rsrs.
Mas em nada diminui a satisfação de estar lá e dizer: CONSEGUI e não desisti. Não que não tenha passado pela minha cabeça em alguns momentos. Realmente deu vontade de sentar e esperar alguém me carregar. Mas como nem sombra tinha o melhor mesmo era continuar. . .rsrs.
Passei pela minha primeira prova de MTB em uma etapa que dizem ser a pior de todas.
Que venham mais to adorando a nova brincadeira.

Sem esquecer um agradecimento especialíssimo ao maridão que sempre me apoia e mais uma vez se fez presente me esperando. À minha querida amiga Gislaine que não criou coragem mas ficou lá aguando e agora aguardando a próxima etapa para pedalarmos juntas.
Amo vocês.

Férias, bikes e falta de respeito!

Janeiro foi mês de curtir um pouco a praia com o marido e as meninas. Contamos também com a presença de amigos queridos.Que se dispuseram a ir até lá, seja para passar um dia ou os que resolveram enfrentar um final de semana inteiro de chuva, ou com sol e pedal por Guaratuba.
Mas o que seria da praia sem chuva? Aqui é bem comum esfriar e chover muito durante o verão e este ano não seria diferente.
Mas a chuva em momento algum diminuiu os dias de sol. Estes que se fizeram presentes e propiciaram muita praia e passeios de bike.
Muitos dos quais fui acompanhada do Fabiano e em outros tive a companhia da Gislaine e em outros ainda apresença do compadre zéliton . .  rsrsrs. Saímos todos para curtir o último fim de semana de praia que culminou em um passeio de 38km entre Coroados e  Matinhos. Com direito a água de coco e mordida de mosquito. Mas nem tudo  foi as mil maravilhas. Muitas coisas foram observadas nestas três semanas. E a principal é que a bicicleta é vista como algo que só atrapalha. Mesmo em vias onde havia espaço para carros e caminhões passarem ha mais de 5 metros de nós, eles insistiam  em passar quase que por cima, parece que é uma forma de diversão inclusive. Sem contar os que invadem a área destinada as bicicletas com seus caminhões de entrega.
 28-01 em Guaratuba

Só falta justificarem com um: ESTOU TRABALHANDO como já fizeram ao invadir a ciclofaixa na Marechal Floriano, aquela de medidas erradas e com super 4km. Não importa o que cada um está fazendo. Isso não dá a  o direito de invadir o espaço alheio e por em risco outras vidas.Enfim....falar sobre a falta de respeito e descaso com o ciclista já é de ordem geral em muitos blogs e  mídias sociais. Eu hoje só venho engrossar o caldo da indignação pelo descaso dos motoristas com as vidas que não circulam motorizadas pelas vias públicas.Ontem, 09/02  perdeu-se mais uma vida( Demétrius Kirache ) que treinava com seus amigos na BR277. Essa vida foi levada por um caminhão que invadiu o acostamento e seguiu seu destino. E isso é aqui, é ali, é no país todo. Inclusive com repórteres como a Sra. Mônica Waldvoguel que no programa  Saia Justa da GNT, fez chacota com os ciclistas , mas foi muito bem definida no Blog do Max, com uma carta aberta a ela.

Fica a minha indignação e meu repúdio a quem não respeita a vida.
Seja de quem caminha, pedala, corre ou mesmo dirige seus automóveis, motocicletas nas vias públicas desse país.

Ano novo

E já estamos em Fevereiro de 2012 e eu ainda de molho. Se não bastasse minha fartura por estres do fêmur que me deixa sem poder correr desde o dia 05 de novembro de 2011. Agora após fazer uma cintilografia sou informada que a lesão reduziu mas que estou com fratura por estres nas tíbias. Ah, não esquecendo a condromalacia de grau II nos dois joelhos.  Fui em dois médicos que indicaram uma viscossuplementação nos joelhos, que nada mais é que injetar um líquido para que eles parem de crepitar (ranger). A AMIL se nega a fornecer a medicação necessária mesmo sendo de cobertura obrigatória. Enfim, agora é procurar um especialista em pés para ver se a razão das fraturas pode ser em virtude da pisada. Enquanto isso mais 90 dias sem correr. Aí serão 6meses ao todo e me vem uma pergunta: Voltar ou não a correr.
Essa é a saga da Dani desde novembro.Esperar o fêmur se recuperar e lutar com a Amil para que meu direito seja respeitado. Nem que tenha que entrar com liminar.
Tirando as mazelas a vida vai bem. Pedalando ao menos e isso tem sido de grande valia em minha recuperação. Pois apesar de não poder correr, o que me entristece em demasia. Andar de bike me mantém em dia com as atividades físicas para que eu não perca tanto condicionamento.